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Olfacto e Gosto

Consulta de Olfacto e Gosto

Nesta consulta é aplicado conhecimento médico e técnico desenvolvido nos últimos anos nos melhores centros de investigação de olfato e gosto da Europa. É usada uma abordagem que entende, interpreta e trata do olfato e do gosto dos pacientes de modo integrado, em vez de os pensar isoladamente, permitindo desse modo encontrar soluções novas e com resultados encorajadores.

Algumas doenças geram alterações temporárias na função olfativa, enquanto outras levam a perda do olfato definitiva.
As causas mais frequentes incluem:

• Infeção, como uma constipação, uma gripe ou uma sinusite
• Traumatismo craniano
• Alergias como a rinite alérgica ou sinusite crónica
• Pólipos nasais
• Envelhecimento
• Radioterapia de tumores da cabeça e pescoço
• Exposição a químicos como solventes ou pesticidas
• Consumo de drogas como a cocaína
• Tabagismo
• Demências como a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer
• Tumores cerebrais

No entanto, em muitos casos a causa permanece desconhecida – designando-se assim, de disfunção do olfato idiopática. Raras pessoas nascem sem o sentido do olfato e podem não ter os órgãos necessários para o olfato – anosmia congénita. O olfato também pode ficar afetado por cirurgias ao nariz ou ao cérebro – causa iatrogénica.

Muitas pessoas dizem “a comida não me sabe a nada”, pensando que perderam simultaneamente os sentidos do olfato e do gosto. Contudo, geralmente perderam apenas o sentido do olfato.

Em cerca de um terço dos casos não se encontra uma causa para as alterações isoladas do gosto designando-se por isso, de idiopática.

Entre outras causas para disfunção do gosto destacam-se:
• Traumatismo crânio-encefálico ou da face
• Intervenções cirúrgicas como a cirurgia do ouvido, remoção das amígdalas e alguns procedimentos dentários incluindo a extração do dente do ciso.
• Infecções virais como rinite ou faringite aguda
• Doenças como a diabetes e a doença de Parkinson
• Tratamentos de radioterapia e/ou quimioterapia
• Alguns medicamentos
• Contacto com substâncias tóxicas como o formaldeído
• Síndrome da boca queimada

Os doentes com perda de olfato devem ser sujeitos a uma avaliação completa de otorrinolaringologia, incluindo a realização de uma endoscopia nasal. Isto envolve a introdução de uma sonda com cerca de 4mm de diâmetro, ligada a uma pequena câmara, através do nariz. Este procedimento é rápido e indolor e permite a visualização completa das cavidades nasais possibilitando deste modo, a exclusão de tumores e de infecção ou inflamação.

A avaliação subjetiva da capacidade olfativa não deve ser realizada isoladamente. Esta deverá ser complementada com testes psicométricos validados para a população portuguesa, que permitem a determinação do aroma de menor intensidade que o indivíduo consegue sentir, assim como da capacidade de identificação e discriminação de aromas.

A avaliação completa do olfato inclui também a avaliação do gosto, que é testado pedindo ao doente para distinguir e identificar os diferentes sabores: salgado, doce, azedo, amargo.

A disfunção do gosto ocorre menos frequentemente que as perturbações do olfato. A capacidade em distinguir as subtilezas dos sabores da comida assenta largamente no olfato retronasal. Assim, quando os doentes se apresentam com alterações do gosto, normalmente sofrem de disfunção do olfato retronasal. Desse modo, também deverão realizar uma avaliação do olfato. O olfato retronasal é testado pedindo ao doente para identificar uma série de pós aromatizados.

Pode ainda ser necessário complementar a avaliação recorrendo à ressonância magnética e/ou à tomografia computadorizada.

O crescente interesse dos últimos anos pela comunidade científica no olfato e os consequentes inúmeros estudos realizados e publicados, veio disponibilizar várias opções terapêuticas promissoras no tratamento dos distúrbios deste sentido.

Os corticoides reduzem a inflamação, e são prescritos em comprimidos e/ou em spray nasal em doentes com disfunção do olfato secundária a sinusite, rinite ou outras condições que cursam com inflamação.

A intervenção cirúrgica está reservada para os casos de sinusite crónica com ou sem pólipos (cirurgia endoscópica nasosinusal). Outras cirurgias nasais tais como a septoplastia e a rinoplastia podem ser consideradas em situações particulares (ver o artigo “obstrução nasal”).

O treino olfativo é, no entanto, o tratamento mais consensual e que pode ser recomendado em doentes com perda do olfato independentemente da causa.

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